Por Maria Eduarda Cabral em Segunda, 12 Janeiro 2026
Categoria: Economia

Dólar sobe hoje com tensão entre Trump e Fed enquanto Ibovespa cai com cautela dos mercados

O dólar avança diante do conflito entre o governo dos EUA e o Federal Reserve, enquanto o Ibovespa recua com investidores atentos à política monetária americana e ao Boletim Focus no Brasil 

O dólar opera em alta nesta segunda-feira (12), em meio ao aumento da cautela nos mercados após tensões entre o governo dos Estados Unidos e o Federal Reserve (Fed). Por volta das 10h30, a moeda americana subia 0,11%, cotada a R$ 5,3710, enquanto o Ibovespa recuava 0,21%, aos 163.035 pontos.

Na sexta-feira, o dólar havia caído 0,44%, fechando a R$ 5,3652, e a bolsa subiu 0,27%, aos 163.370 pontos.

O movimento reflete as ameaças do presidente Donald Trump de indiciar criminalmente o presidente do Fed, Jerome Powell, por declarações ao Congresso sobre custos de uma reforma do banco central. Powell afirmou que a investigação faz parte de uma tentativa de interferência na política monetária e disse que não cederá à pressão.

Com o cenário mais tenso, o mercado acompanha os discursos de dirigentes do Fed ao longo do dia, incluindo Raphael Bostic, Thomas Barkin e John Williams, que podem sinalizar os próximos passos da política monetária americana.

No Brasil, o foco é o Boletim Focus. A projeção para o IPCA de 2026 caiu de 4,06% para 4,05%, enquanto as estimativas para os anos seguintes foram mantidas. O mercado segue esperando que o Banco Central inicie cortes na Selic em março, com uma redução inicial de 0,5 ponto percentual, a partir do nível atual de 15%.

No acumulado, o dólar registra queda de 1,08% na semana, 2,25% no mês e 2,25% no ano. Já o Ibovespa acumula alta de 1,76% na semana, 1,39% no mês e 1,39% no ano.

No exterior, os mercados acionários operam em queda. Em Wall Street, os futuros indicavam baixas no Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, pressionados também pelo anúncio de um teto de 10% para os juros do cartão de crédito. Na Europa, as bolsas recuam levemente, enquanto na Ásia os mercados fecharam em alta, com destaque para a China e Hong Kong. 

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