Por Maria Eduarda Cabral em Sexta, 30 Janeiro 2026
Categoria: Economia

Dólar sobe no Brasil após anúncio do novo presidente do Fed e divulgação de dados econômicos

Nomeação de Kevin Warsh por Trump e indicadores fiscais e de emprego movimentam o mercado  

O dólar operou em alta na manhã desta sexta-feira (30) no Brasil. O principal gatilho foi o anúncio de Trump, que confirmou Kevin Warsh como novo presidente do Federal Reserve (Fed), em substituição a Jerome Powell, cujo mandato se encerra em maio.

Kevin Warsh é economista, já atuou como diretor do Federal Reserve e teve papel relevante durante a crise financeira de 2008, participando das decisões emergenciais do banco central norte-americano naquele período. Ele também foi assessor econômico da Casa Branca e é conhecido por manter uma visão crítica sobre a atuação recente do Fed, especialmente em relação à política monetária e ao tamanho da intervenção do banco central na economia. Warsh defende o que chama de "mudança de regime" na condução da política monetária dos Estados Unidos..

A escolha de um nome com esse perfil gerou repercussão imediata nos mercados globais, pois indica a possibilidade de alterações na forma como os Estados Unidos conduzem juros e política monetária. Após o anúncio, o dólar se manteve em alta frente a moedas fortes, como iene, euro e libra, e também avançou contra divisas de países emergentes, incluindo o rand sul-africano e o peso mexicano.

No mesmo período, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,27%, aos 96,435 pontos.

No Brasil, além do cenário externo, o mercado acompanha a definição da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e usada como referência para a liquidação de contratos futuros. Esse processo costuma aumentar a volatilidade do câmbio até o início da tarde, já que agentes financeiros tentam direcionar a taxa conforme suas posições.

Por volta das 9h32, o dólar à vista subia 0,11%, cotado a R$ 5,1955. Na quinta-feira (29), a moeda americana havia fechado em queda de 0,27%, aos R$ 5,1941.

No cenário doméstico, investidores também analisaram os dados fiscais divulgados pelo Banco Central. A dívida bruta do governo encerrou 2025 em 78,7% do PIB, abaixo dos 79% registrados em novembro, mas acima dos 76,3% observados no fim de 2024. O resultado veio melhor do que a expectativa dos economistas, que projetavam 79,5%.

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