Feriado nos EUA e tensões geopolíticas colocam mercados globais em alerta no início da semana
Investidores acompanham Boletim Focus, feriado nos EUA e escalada de tensões entre Estados Unidos e Europa, enquanto bolsas globais operam com cautela
Os mercados financeiros iniciaram esta segunda-feira sob clima de atenção e cautela, influenciados por novas tensões geopolíticas, pela divulgação do Boletim Focus no Brasil e por um cenário internacional mais sensível, especialmente na Europa e na Ásia.
No início do dia, o dólar apresentou leve valorização, enquanto o mercado acionário brasileiro só inicia as negociações mais tarde. O movimento reflete um ambiente de menor liquidez, já que os Estados Unidos estão em feriado, e de maior aversão ao risco por parte dos investidores globais.
No Brasil, o destaque foi o Boletim Focus, que mostrou uma leve redução na expectativa de inflação para 2026, agora em 4,02%. As projeções para os anos seguintes permaneceram estáveis, indicando inflação de 3,80% em 2027 e 3,50% entre 2028 e 2029. O mercado também manteve suas apostas em uma queda gradual da taxa Selic, após o encerramento de 2025 em 15% ao ano, com expectativa de juros mais baixos ao longo de 2026 e 2027. Para a atividade econômica, a previsão de crescimento do PIB em 2026 segue em 1,80%, sinalizando uma desaceleração em relação ao ano anterior.
No cenário internacional, o foco dos investidores está nas novas ameaças comerciais feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou a intenção de impor tarifas adicionais sobre produtos de oito países europeus. A medida está ligada a um impasse político envolvendo a Groenlândia, território que pertence à Dinamarca, e aumentou significativamente o nível de tensão entre os EUA e a União Europeia.
Diante desse cenário, países europeus avaliam retaliações, que podem incluir tarifas bilionárias sobre produtos americanos ou até restrições à atuação de empresas dos EUA no mercado europeu. Apesar disso, líderes do bloco buscam uma solução intermediária para evitar um rompimento mais profundo na aliança política e militar ocidental, considerada estratégica para a segurança da região.
Mesmo com Wall Street fechada, os futuros dos índices americanos operam em queda, refletindo o aumento da incerteza global. Na Europa, as principais bolsas registram fortes recuos, pressionadas pelo risco de uma escalada comercial. Na Ásia, o desempenho foi misto, influenciado por dados que indicaram o crescimento mais fraco da economia chinesa em três anos e por medidas recentes do banco central do país para estimular a atividade.
Além disso, as preocupações geopolíticas envolvendo o Irã, a sucessão no comando do Federal Reserve e a queda nos preços do petróleo reforçam o sentimento de cautela nos mercados globais.
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