Ouro recua após payroll forte nos EUA reduzir apostas em corte de juros
Dados de emprego acima do esperado fortalecem o dólar e pressionam o metal, enquanto mercado aguarda inflação americana
O ouro caiu nesta quinta-feira (12) após a divulgação de dados fortes do mercado de trabalho dos EUA, que reduziram as apostas de cortes rápidos de juros pelo Federal Reserve. O movimento reflete a relação direta entre juros, dólar e metais preciosos.
O ouro à vista recuou 0,3%, sendo negociado perto de US$ 5.062 por onça, enquanto os contratos futuros também caíram na mesma proporção. A prata seguiu o movimento, com queda de 0,6% após forte alta no dia anterior.
A pressão veio após o payroll mostrar que os EUA criaram 130 mil empregos em janeiro, muito acima das expectativas do mercado. O dado reforça a percepção de que a economia americana continua aquecida, o que pode levar o Fed a manter juros elevados por mais tempo.
Esse cenário costuma pesar sobre o ouro porque o metal não paga rendimentos. Quando os juros permanecem altos, aumenta o chamado custo de oportunidade de manter posições em ouro, tornando ativos remunerados mais atrativos.
Além disso, a perspectiva de juros altos tende a fortalecer o dólar, outro fator negativo para o metal. Como o ouro é cotado na moeda americana, um dólar mais forte torna o ativo mais caro para investidores internacionais, reduzindo a demanda.
Agora, o foco do mercado se volta para novos indicadores dos EUA, especialmente os pedidos semanais de seguro-desemprego e os dados de inflação (CPI). Esses números serão decisivos para definir as próximas expectativas sobre a política monetária americana.
Entre outros metais, a platina caiu 1,3%, enquanto o paládio subiu 0,7%, refletindo ajustes pontuais de oferta e demanda no mercado global de commodities.
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