Adiamento de ataques ao Irã reduz tensão global, impulsiona bolsas e derruba volatilidade no mercado
Os principais índices de Wall Street avançaram com força nesta segunda-feira, impulsionados pelo alívio no cenário geopolítico após o presidente dos EUA, Donald Trump, indicar o adiamento de ataques contra instalações iranianas. A sinalização trouxe fôlego ao mercado, que reagiu com apetite por risco após dias de forte pressão.
Por volta das 10h40 (horário de Brasília), o Dow Jones subia 1,66%, o S&P 500 avançava 1,52% e o Nasdaq ganhava 1,77%. Já o Russell 2000, mais sensível ao cenário de juros, saltava cerca de 2,25%, indicando recuperação mais ampla entre os ativos.
O movimento ocorre após uma reprecificação global do risco. Com a possibilidade de uma escalada menor no conflito, os preços do petróleo recuaram mais de 7%, reduzindo a pressão inflacionária e abrindo espaço para uma visão menos agressiva sobre os juros nos Estados Unidos.
Apesar disso, o cenário ainda carrega ruído. Veículos iranianos negaram qualquer negociação com os EUA, enquanto ações militares seguem sendo reportadas na região, o que mantém o mercado sensível a novas manchetes.
A queda do petróleo pressionou o setor de energia, único em baixa no dia. Em contrapartida, empresas mais dependentes de custo de combustível reagiram forte. Companhias aéreas e de turismo lideraram os ganhos, refletindo o alívio nos preços da energia.
O setor financeiro também apresentou recuperação, após perdas recentes, enquanto o consumo discricionário avançou com mais força, acompanhando o retorno do apetite por risco.
Outro destaque foi o recuo do VIX, o índice de volatilidade de Wall Street, que caiu após atingir máximas recentes, sinalizando redução do medo no curto prazo.
No radar, investidores seguem atentos aos próximos discursos do Federal Reserve e a dados econômicos ao longo da semana. Ainda assim, o mercado continua altamente dependente do cenário geopolítico, e qualquer nova escalada pode rapidamente mudar o humor dos ativos.