Investidores acompanham indústria no Brasil e dados de emprego nos EUA nesta quinta

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Investidores acompanham indústria no Brasil e dados de emprego nos EUA nesta quinta

Agenda econômica reúne produção industrial brasileira, indicadores do mercado de trabalho americano e desdobramentos geopolíticos, influenciando o comportamento dos mercados 

Foto: GettyImages

O dólar iniciou esta quinta-feira (8) em alta, com avanço de 0,14% às 9h02, cotado a R$ 5,3906. Na véspera, a moeda americana já havia subido 0,12%, fechando a R$ 5,3858.
O Ibovespa abre às 10h, após ter recuado 1,03%, aos 161.975 pontos, no pregão anterior.

Os mercados acompanham uma agenda intensa de indicadores no Brasil e no exterior. No cenário internacional, o foco está nos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e nos desdobramentos da relação entre EUA e Venezuela. No Brasil, o destaque é a produção industrial.

Nos Estados Unidos, são aguardados os pedidos semanais de Auxílio-Desemprego, com previsão de cerca de 210 mil solicitações. Também está no radar a balança comercial americana, com expectativa de déficit de US$ 58,9 bilhões. Esses números ajudam a formar o quadro do emprego e do comércio exterior do país.

Ainda no exterior, seguem em destaque as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Venezuela. Ele afirmou que o governo americano deve continuar "administrando" o país e extraindo petróleo por muitos anos. Segundo Trump, o governo interino liderado por Delcy Rodríguez estaria atendendo aos interesses americanos. As falas ocorrem após uma ação militar dos EUA que resultou na prisão de Nicolás Maduro.

No Brasil, o IBGE divulgou os dados da produção industrial de novembro. O setor ficou estável no mês, contrariando a expectativa de alta de 0,2%. Na comparação anual, houve queda de 1,2%, reforçando a avaliação de que a indústria teve baixo fôlego em 2025, em meio à política monetária restritiva e aos efeitos do tarifaço dos EUA.

Dos 25 ramos industriais, 15 registraram queda. A principal influência negativa veio das indústrias extrativas, com recuo de 2,6%, puxado pela menor produção de petróleo, gás natural e minério de ferro. Também caíram setores como veículos automotores, produtos químicos, alimentos e bebidas.

Entre as categorias econômicas, a produção de bens de consumo duráveis caiu 2,5%, enquanto os bens intermediários recuaram 0,6%. Em sentido oposto, houve alta de 0,7% nos bens de capital e avanço de 0,6% nos bens de consumo semi e não duráveis.

No mercado global, Wall Street opera com cautela antes da divulgação do relatório de empregos dos EUA, previsto para sexta-feira. Na véspera, Dow Jones e S&P 500 recuaram, enquanto o Nasdaq avançou, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial. Antes da abertura, os futuros indicavam queda nos principais índices americanos.

Na Europa, as bolsas operavam em leve baixa, enquanto ações do setor de defesa atingiam recordes, impulsionadas por tensões geopolíticas. Já na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda, com realização de lucros na China e maior pessimismo em Hong Kong. 

 

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Sexta, 09 Janeiro 2026

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