Por Maria Eduarda Cabral em Segunda, 25 Mai 2026
Categoria: Mercados

Ouro avança enquanto petróleo e dólar recuam com expectativa de acordo no Oriente Médio

Queda do petróleo reduz temores inflacionários e impulsiona metais preciosos em um mercado atento às negociações envolvendo Irã e Estados Unidos

O ouro subiu nesta segunda-feira, impulsionado pela queda do petróleo e pela perda de força do dólar, em meio às expectativas de avanço nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O ouro à vista avançou cerca de 1,5%, negociado próximo de US$ 4.574 por onça, enquanto os contratos futuros nos Estados Unidos registraram alta semelhante. O movimento ocorreu em um dia de liquidez reduzida, com os mercados americanos fechados pelo feriado do Memorial Day.

O principal fator por trás da valorização foi o recuo do petróleo. Os preços do Brent caíram abaixo de US$ 100 por barril, atingindo mínimas de duas semanas, após sinais de possível avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã.

O otimismo ganhou força depois que o presidente americano, Donald Trump, afirmou no fim de semana que os dois países haviam avançado significativamente nas discussões de um memorando de entendimento relacionado à reabertura do Estreito de Ormuz. Ainda assim, autoridades dos dois lados continuam indicando que permanecem divergências importantes para um acordo definitivo.

Com a queda do petróleo, diminuíram temporariamente os receios sobre inflação persistente e juros elevados por um período prolongado, cenário que favoreceu o ouro e outros metais preciosos.

Segundo analistas, os preços da energia continuam sendo um dos principais motores dos mercados financeiros. A redução do petróleo tende a aliviar a pressão sobre a política monetária do Federal Reserve, influenciando diretamente o comportamento do ouro.

Desde o início da guerra com o Irã, no fim de fevereiro, o ouro acumulou forte volatilidade, refletindo o impacto das tensões geopolíticas, da inflação e das mudanças nas expectativas para os juros americanos.

Mesmo com o alívio recente, o mercado ainda segue cauteloso. Investidores continuam atribuindo cerca de 40% de probabilidade para um aumento dos juros nos Estados Unidos até dezembro, cenário acompanhado de perto após a posse de Kevin Warsh na presidência do Federal Reserve.

Outros metais também acompanharam o movimento positivo. A prata avançou 3,6%, enquanto platina e paládio registraram ganhos superiores a 2%, refletindo a melhora do apetite por metais em um ambiente de dólar mais fraco e menor tensão imediata nos preços da energia.

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