Por Maria Eduarda Cabral em Quinta, 09 Julho 2026
Categoria: Mercados

S&P 500 e Nasdaq futuros avançam com alta das ações de chips enquanto mercado monitora tensão entre EUA e Irã

Futuros de Wall Street sobem com recuperação do setor de semicondutores, enquanto investidores acompanham o conflito no Oriente Médio e os próximos passos do Federal Reserve

Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq operaram em alta nesta quinta-feira, impulsionados pela recuperação das ações de empresas de semicondutores, mesmo diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que segue pressionando o sentimento dos investidores.

O mercado reagiu aos novos ataques realizados pelos Estados Unidos contra alvos iranianos, enquanto Teerã respondeu com ofensivas contra o Kuwait e o Bahrein, aumentando as incertezas sobre o conflito e mantendo o risco de interrupções no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.

Apesar da volatilidade do petróleo, o setor de tecnologia ofereceu suporte aos índices futuros. As ações ligadas a semicondutores avançaram após as fortes perdas dos últimos dias, ajudando o Nasdaq a superar o impacto das preocupações geopolíticas.

Nem todas as empresas de tecnologia, porém, acompanharam o movimento. A Meta recuou após informações de que pretende iniciar a produção de um chip próprio de inteligência artificial em setembro. Já IBM, Microsoft, Adobe e ServiceNow também registraram perdas após relatos de mudanças na estratégia de investimentos em infraestrutura de IA.

Os investidores também continuam avaliando a ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada na quarta-feira. O documento mostrou que alguns dirigentes defenderam um aumento imediato dos juros antes da decisão de manter as taxas inalteradas, reforçando a expectativa de pelo menos uma alta até o fim do ano.

Agora, as atenções se voltam para os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e para novos pronunciamentos de dirigentes do Fed, que poderão oferecer pistas sobre o ritmo da política monetária nos próximos meses. 

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