Declarações de Donald Trump sobre o Irã pressionam as bolsas, impulsionam o petróleo e colocam investidores em alerta antes da divulgação da ata do Federal Reserve
As bolsas de Wall Street operaram em queda nesta quarta-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que o acordo provisório para encerrar o conflito com o Irã estava "encerrado", reacendendo os temores de uma escalada no Oriente Médio.
O movimento aumentou a aversão ao risco nos mercados. O Dow Jones recuou cerca de 1%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq também registraram perdas. A alta superior a 5% nos preços do petróleo reforçou as preocupações com uma possível retomada das pressões inflacionárias, cenário que pode dificultar o trabalho do Federal Reserve na condução da política monetária.
Apesar do ambiente negativo, o setor de semicondutores encontrou algum suporte. As ações da Broadcom avançaram após a Apple anunciar um investimento superior a US$ 30 bilhões em um acordo de fornecimento de chips, ajudando a reduzir parte das perdas recentes do segmento.
Já empresas sensíveis ao custo dos combustíveis, como companhias aéreas e operadoras de cruzeiros, ficaram entre as maiores quedas do dia, refletindo o impacto da disparada do petróleo sobre os custos operacionais.
Os investidores também acompanham a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que poderá trazer novos sinais sobre a avaliação do banco central em relação à inflação, ao crescimento econômico e ao futuro dos juros nos Estados Unidos.
Com o aumento das tensões geopolíticas e a expectativa por novas sinalizações do Fed, o mercado segue em um ambiente de maior cautela, acompanhando de perto os próximos desdobramentos no Oriente Médio e seus reflexos sobre a economia global.