Wall Street recua na reta final do ultimato de Trump ao Irã

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Wall Street recua na reta final do ultimato de Trump ao Irã

Tecnologia pesa sobre os índices, enquanto investidores evitam grandes movimentos antes do prazo decisivo para o Estreito de Ormuz

Foto: GettyImages

Wall Street abriu em queda nesta terça-feira, refletindo a cautela dos investidores diante das horas finais do prazo imposto por Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. O mercado monitora cada atualização do conflito no Oriente Médio em busca de sinais sobre uma possível escalada militar ainda nesta noite, cenário que mantém o apetite por risco bastante limitado.

Segundo relatos da imprensa americana, o Irã teria reduzido canais diplomáticos diretos com Washington, embora veículos estatais iranianos indiquem que as conversas não foram totalmente encerradas. A leitura predominante entre os agentes é de que o conflito ainda está longe de uma solução rápida, especialmente após informações de que forças americanas atingiram alvos militares na ilha de Kharg, ponto estratégico para as exportações de petróleo iraniano.

No pregão, as ações de tecnologia lideraram as perdas e pressionaram os principais índices. A Apple caiu com força após notícias sobre dificuldades no desenvolvimento de seu celular dobrável, enquanto o setor de tecnologia do S&P 500 recuou de forma mais ampla. Em contrapartida, a Broadcom avançou após firmar um acordo de longo prazo com o Google para desenvolvimento de chips de inteligência artificial, ajudando a limitar parte das perdas do Nasdaq.

Por volta do fim da manhã, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operavam em baixa, em um movimento que reflete muito mais prudência do que pânico. A percepção no mercado é de que o risco geopolítico está elevado, mas ainda não há sinais de desorganização sistêmica nos preços dos ativos.

Entre os destaques positivos, o setor de saúde destoou do restante do mercado. UnitedHealth, Humana e CVS Health dispararam após o governo americano anunciar aumento nos repasses do Medicare Advantage, medida que melhora as perspectivas de receita das seguradoras e trouxe forte fluxo comprador para o segmento.

Além da geopolítica, os investidores também começam a reposicionar carteiras para os próximos dados de inflação e para a temporada de balanços trimestrais. O avanço recente do petróleo reacendeu preocupações sobre uma nova onda inflacionária, o que pode dificultar eventuais cortes de juros pelo Federal Reserve nos próximos meses.

A combinação entre petróleo pressionado, incerteza militar e expectativa sobre a política monetária explica o tom defensivo do pregão. Sem uma definição clara sobre o Estreito de Ormuz, a tendência é de manutenção da volatilidade, principalmente em setores mais sensíveis ao custo de energia e ao crescimento global. 

 

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Terça, 07 Abril 2026

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