Fontes da Casa Branca apontam 90% de chance de ataque nas próximas semanas e petróleo pode chegar a US$ 91
Um novo relatório do jornalista Barak Ravid, publicado nesta quarta-feira pela Axios, revela algo que poucos americanos e menos ainda brasileiros estão acompanhando: a administração Trump está mais próxima de uma guerra de grande escala no Oriente Médio do que a maioria das pessoas percebe.
Não se trata de especulação. São fontes diretas da Casa Branca e do governo israelense. A operação seria uma campanha massiva, de semanas de duração, conjuntamente entre EUA e Israel, de escopo muito mais amplo e mais existencial para o regime da guerra de 12 dias de junho passado. O governo israelense está se preparando para um cenário de guerra em dias, segundo dois funcionários israelenses. Um conselheiro de Trump foi direto: "O chefe está ficando farto. Acho que há 90% de chance de vermos ação cinética nas próximas semanas."
O contexto é de escalada contínua. Em janeiro, a administração Trump recebeu altos funcionários de defesa e inteligência de Israel e da Arábia Saudita para conversas sobre possíveis ataques militares. Em 11 de fevereiro, Trump disse a Netanyahu que prefere continuar buscando um acordo diplomático, embora o primeiro-ministro israelense seja cético sobre a diplomacia e apoiou o apoio à ação militar. No dia seguinte, o Irã realizou exercícios navais e o tráfego no Estreito de Ormuz foi suspenso por várias horas durante as manobras da Guarda Revolucionária.
A história recente serve de alerta. Em 19 de junho, a Casa Branca distribuiu uma janela de duas semanas para Trump decidir entre conversas ou ataques. Três dias depois, ele lançou a Operação Midnight Hammer.
No mercado de petróleo, os efeitos já são sentidos. Os preços subiram US$ 10 por barril ao longo de janeiro com as tensões geopolíticas. Analistas estimam que um prêmio de risco de US$ 4 a US$ 7 já está embutido nos preços atuais. Mas o cenário de guerra prolongada seria outra história: a BloombergNEF estima que a remoção completa do petróleo iraniano do mercado poderia levar o Brent a US$ 91 por barril no final de 2026.