Dólar começa a terça-feira em alta com inflação e agenda econômica no foco
IPCA, falas de Haddad e indicadores dos EUA guiam o humor do mercado hoje
O dólar começou esta terça-feira (10) em leve alta, negociado perto de R$ 5,19, após ter caído na sessão anterior. O mercado acompanha a divulgação do IPCA, principal indicador de inflação do país, com expectativa de alta de 0,32% no mês e 4,43% em 12 meses.
Os investidores também monitoram a participação do ministro Fernando Haddad nesta terça-feira (10) em evento pela manhã, além de falas de autoridades do Federal Reserve ao longo do dia. Nos EUA, a agenda inclui dados de preços de importação, vendas no varejo, estoques e petróleo, enquanto o mercado já se prepara para o payroll, que será divulgado na quarta-feira (11).
O Ibovespa abre às 10h nesta terça-feira (10) após subir forte na véspera. No acumulado do ano, a bolsa brasileira já registra alta superior a 15%, enquanto o dólar acumula queda superior a 5% em 2026.
O mercado segue atento aos desdobramentos do caso Banco Master. O presidente do Banco Central afirmou que pagar juros acima do mercado não justificaria intervenção, mas destacou preocupações com liquidez, qualidade dos ativos e carteiras de crédito, fatores que intensificaram a supervisão. Fundos previdenciários que investiram no banco seguem registrando prejuízos.
No cenário internacional, Portugal e Japão tiveram eleições recentes. Em Portugal, venceu o candidato socialista António José Seguro. Já no Japão, o partido da primeira-ministra Sanae Takaichi conquistou ampla maioria no Parlamento, fortalecendo o governo.
A temporada de balanços continua no Brasil. O BTG Pactual divulgou lucro recorde de cerca de R$ 4,6 bilhões no fim de 2025. Os próximos resultados aguardados são do Banco do Brasil na quarta-feira (11) e da Vale na quinta-feira (12), após decisão judicial que determinou a paralisação de operações em um complexo minerário em Minas Gerais até comprovação de segurança.
O Boletim Focus divulgado nesta semana mostrou nova redução na previsão de inflação para 2026, agora em 3,97%, com expectativa de queda da Selic para 12,25% até o fim do ano. O mercado projeta dólar em torno de R$ 5,50 no encerramento de 2026.
Lá fora, o clima é positivo. Wall Street fechou em alta, as bolsas europeias renovaram recordes e os mercados asiáticos subiram com força, impulsionados pelo desempenho das ações de tecnologia e pelo resultado das eleições no Japão.
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