Conflito no Oriente Médio se agrava após ataques dos EUA e Israel; Ahmadinejad está entre os mortos
Irã reage com mísseis e drones e tensão no Estreito de Ormuz eleva alerta global
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º) que 48 líderes iranianos morreram nos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses contra o Irã. Entre os mortos, segundo a agência estatal iraniana, está o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.
O conflito entrou no segundo dia com intensificação dos bombardeios e ampliação das retaliações. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morreu no sábado (28), segundo autoridades iranianas. Diante disso, o país anunciou a formação de um conselho provisório de liderança até a escolha de um novo líder supremo em até 48 horas. O grupo é composto pelo aiatolá Alireza Arafi, pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelo chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejehei.
Pezeshkian classificou a morte de Khamenei como uma "declaração de guerra contra os muçulmanos" e prometeu resposta. O Irã lançou mísseis contra Israel e contra bases americanas no Oriente Médio, incluindo alvos nos Emirados Árabes Unidos e no Catar.
Israel anunciou a mobilização de quase 100 mil reservistas para ampliar as operações no território iraniano. Já Trump declarou que forças americanas destruíram nove embarcações da Marinha iraniana e atingiram a maior parte do quartel-general naval do país.
Milícias apoiadas por Teerã no Iraque atacaram uma base americana próxima ao aeroporto de Irbil com drones explosivos. Nos Emirados Árabes Unidos, 35 drones foram detectados, deixando três mortos e dezenas de feridos, segundo autoridades locais. O governo emiradense anunciou o fechamento de sua embaixada em Teerã e a retirada do embaixador.
A possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz passou a dominar as preocupações internacionais. A rota marítima concentra cerca de 20% do petróleo exportado globalmente. A Rússia alertou para o impacto que um bloqueio poderia causar no mercado de energia.
O aumento da tensão elevou o temor de um choque nos preços do petróleo e do gás, além de ampliar o risco de uma crise regional de maiores proporções. Analistas avaliam que a operação pode se estender por vários dias, aprofundando a instabilidade política e econômica no Oriente Médio.
Apesar da escalada, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país está aberto a "esforços sérios para desescalar" a situação, desde que cessem os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel.
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