Petróleo dispara com risco de nova escalada no Oriente Médio e tensão na oferta global

EconomiaCONFLITOS GEOPOLÍTICOS

Petróleo dispara com risco de nova escalada no Oriente Médio e tensão na oferta global

Avanço da commodity reflete guerra prolongada, interrupções no fornecimento e aumento da incerteza geopolítica

Foto: GettyImages

Os preços do petróleo avançaram com força nesta quinta-feira, recuperando as perdas da sessão anterior em meio ao aumento das preocupações com uma possível intensificação do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o fornecimento global de energia.

O Brent subiu cerca de 5% (por volta das 11h57 no horário de Brasília), negociado próximo de US$ 107 por barril, enquanto o WTI também registrava ganhos relevantes, refletindo a rápida reprecificação de risco por parte dos investidores.

O movimento ocorre em um ambiente de elevada incerteza. Apesar de declarações indicando uma possível proposta dos Estados Unidos ao Irã, autoridades iranianas sinalizam que não há intenção de negociação no momento, mantendo o impasse geopolítico e elevando a percepção de risco no mercado.

A tensão aumentou ainda mais com sinais de possível escalada militar. Há expectativa de envio adicional de tropas americanas ao Golfo, enquanto grupos alinhados ao Irã, como os Houthis no Iêmen, indicaram disposição para atacar rotas estratégicas como o Mar Vermelho, uma via crucial para o comércio global de energia.

Esse cenário reforça o temor de interrupções prolongadas no fornecimento. O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo, segue sob forte pressão, sendo considerado um dos principais pontos de risco para o mercado.

Além disso, a oferta global já enfrenta impactos relevantes fora do Oriente Médio. Cerca de 40% da capacidade de exportação de petróleo da Rússia está comprometida após ataques de drones e apreensões de petroleiros, agravando ainda mais o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Outros sinais de disrupção também emergem. No Iraque, a produção recuou com estoques em níveis críticos, enquanto infraestruturas energéticas vêm sendo atingidas em diferentes regiões, ampliando o risco sistêmico no setor.

Mesmo com a alta dos estoques de petróleo nos Estados Unidos, que atingiram o maior nível desde meados de 2024, o fator dominante segue sendo o risco geopolítico, que continua sobrepondo qualquer dado pontual de oferta.

No curto prazo, o petróleo passa a operar sob uma lógica clara de prêmio de risco.
Quanto maior a incerteza sobre o conflito e o fluxo de energia, maior tende a ser a pressão altista sobre os preços.

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Visitante
Quinta, 26 Março 2026

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.moneynownews.com.br/