Ouro fica estável com tensão no Oriente Médio e expectativas sobre juros nos EUA
Inflação associada à alta do petróleo e decisões do banco central americano mantêm investidores cautelosos
Os preços do ouro operaram com pouca variação nesta segunda-feira (16), em meio às preocupações de que a inflação impulsionada por conflitos no Oriente Médio possa manter os juros elevados por mais tempo.
Por volta das 9h22 (horário de Nova York), o ouro à vista era negociado a cerca de US$ 5.025 por onça, próximo da estabilidade após ter atingido mais cedo o menor nível desde fevereiro. Já os contratos futuros do metal para abril recuavam cerca de 0,6%, para US$ 5.031 por onça.
O movimento ocorre enquanto investidores equilibram diferentes fatores que influenciam o mercado. De um lado, a fraqueza do dólar tende a favorecer o ouro, já que o metal se torna mais barato para compradores que utilizam outras moedas. De outro, o risco de inflação persistente pode levar bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo.
Segundo analistas, preços mais altos do petróleo podem reforçar pressões inflacionárias globais e reduzir o espaço para cortes nas taxas de juros.
O ouro é tradicionalmente visto como proteção contra inflação e períodos de incerteza econômica, mas tende a perder atratividade quando os juros permanecem elevados, já que se trata de um ativo que não oferece rendimento.
No radar dos investidores também está a reunião de política monetária do Federal Reserve nesta semana. A expectativa predominante é de que o banco central dos Estados Unidos mantenha a taxa de juros inalterada, enquanto o mercado acompanha novos dados econômicos e discursos de autoridades da instituição.
Além do ouro, outros metais preciosos também registraram movimentos no mercado internacional. A platina subiu cerca de 3,6%, sendo negociada perto de US$ 2.096 por onça, enquanto o paládio avançou aproximadamente 2,5%, para US$ 1.589. A prata permaneceu praticamente estável durante o pregão.
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